Precisamente no dia 27 março de 1972, o degas aqui acompanhado do excelente fotógrafo Nelson Bezerra, nos mandamos para São Paulo, com a finalidade de cobrir, para o jornal Tribuna do Ceará – estreando a impressão em off-set -, o primeiro GP de Fórmula-1, no autódromo de Interlagos, que aconteceu no dia 30, vencido pelo piloto argentino Carlos Reutemann, com um Brabham Ford.
Foi uma prova extracampeonato que não contou pontos para o Mundial, por não fazer parte do calendário. Dependendo da organização e da presença do público, seria ou não incluído no calendário oficial da F-1. Como tudo correu bem e foi um grande sucesso, o GP do ano seguinte, 1973, teve sua inclusão no Mundial e marcou com a vitória de Emerson Fittipaldi, pilotando um Lotus Ford.
Em 1974 Emerson voltou a vencer, desta feita com um Brabham Ford e em 1975 seria a vez do excelente e boa praça José Carlos Pace, vencer pilotando um Brabham Ford.
Andreas de Cesaris – Equipe Ligier Renault. Créditos: William Bumaruf.
Em 1978, o Grande Prêmio do Brasil foi transferido para o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, enquanto o Autódromo de Interlagos era modernizado e remodelado. Em 1990, o Grande Prêmio do Brasil voltou para Interlagos, onde permaneceu desde então.
Foi aí que começamos – eu e o grande hoteleiro William Bumaruf – a promover um jantar para imprensa especializada, pessoas ligadas as montadoras e a F-1 no Lord Palace Hotel. O jantar foi promovido por mais 10 anos.
Ao comemorarmos os 50 anos da realização da maior prova do automobilismo competitivo do mundo, não poderia deixar de relatar a nossa participação na cobertura do primeiro GP, que fizemos até o ano 2000, ou seja, foram 28 anos. Deixamos de fazer a cobertura pelas dificuldades que foram impostas pelo Bernie, o todo poderoso da F-1 à época, que prejudicou sensivelmente o nosso trabalho, com várias obrigações, que nos seria difícil obedecer.
Entrega do quadro de Mário Sanders ao ex-automobilista Pupo Moreno. Créditos: William Bumaruf.
Mas valeu. Marcamos a nossa presença, por um bom tempo num dos mais importantes Grandes Prêmio de F-1, do mundo. Daí surgiram as amizades com Emerson Fittipaldi (apresentado pela Cris Tebet), José Carlos Pace (o Moco), Airton Senna e Roberto Pupo Moreno, este último participou de um dos jantares (levado pelo Otazu) e recebeu um quadro de um artista plástico cearense, como uma homenagem do Caderno do Automóvel, do Diário do Nordeste, do qual fui editor e criador do mesmo, nos anos de 1986.
Marcondes Viana é jornalista automotivo e social há mais de cinco décadas. Foi editor de automóveis do jornal Diário do Nordeste por 20 anos, além de ter atuado em diversos órgãos de imprensa do Estado. Atualmente é Fundador/Publisher/Editor da Revista CHIC.